A freguesia
História, Origens e Tradições
a nossa história
Origens, tradição e identidade ribatejana
Benfica do Ribatejo é uma terra profundamente ligada às suas origens, às tradições rurais e ao espírito trabalhador das suas gentes. Situada na margem esquerda do Rio Tejo, em pleno coração do Ribatejo, a freguesia pertence ao concelho de Almeirim e ocupa uma área de 29,27 km². Encontra-se a 68 km de Lisboa, 17 km de Santarém e a apenas 8 km de Almeirim.
A história local tem como ponto de referência a antiga Quinta de Santa Marta, espaço nobre cuja existência remonta ao século XVII. Foi nessa zona que apareceu o primeiro núcleo habitacional, que deu origem ao atual território da freguesia. Ao longo dos séculos, Benfica do Ribatejo desenvolveu-se, cresceu e recebeu novos lugares e populações, mantendo sempre o carácter agrícola que a define.
29,27
km²
1995
Elevação a vila
2 795
Habitantes

Heráldica
Brasão: Escudo de prata, um pé de tomateiro, arrancado, de dois ramos, de verde, frutado de vermelho, entre um cacho de uvas de púrpura, folhado de verde, em chefe e um pé ondado de azul e prata de três tiras. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco, com a legenda a negro: "BENFICA do RIBATEJO".
a História
Séc. XVI
Primeiros Registos
A história documentada da freguesia cruza-se com a de importantes famílias nobres portuguesas. No século XVI, a região esteve relacionada com D. Duarte I, e mais tarde com os Condes de Atalaia, senhores das terras que abrangiam Tancos, Atalaia, Cinceira e Santa Marta.
Séc. XVII
Quinta de Santa Marta
Foi também no século XVII que se mandou construir a Quinta de Santa Marta, que ao longo dos tempos desempenhou papel central na economia e na organização social da região. Junto ao Tejo, emergiu igualmente o povoado de Santa Marta de Moncão, nome tradicional atribuído devido à proximidade ao “Mouchão de Moncão”.
Séc. XVIII
Primeira Praça de Touros
No século XVIII, na própria Quinta, foi construída uma praceta de touros, considerada por muitos como a primeira praça de touros do país, onde se realizou a primeira tourada em Portugal. No interior da Quinta ainda existem peças históricas, como um armário da época de D. João V, que testemunham a riqueza e importância deste espaço.
Séc. XIX
Nascimento do Lugar
A partir do século XIX, junto à então rudimentar Estrada Nacional 118, começaram a erguer-se pequenas casas de madeira e barro, construídas por famílias que ali se fixavam. Era uma zona de passagem onde frequentemente paravam diligências e carros de correio, a famosa “mala-posta”. Uma dessas casas, utilizada pelos homens do correio para descansar, deu mais tarde origem ao nome BEM-FICA, denominação que está na base do atual “Benfica”.
Com o tempo, cresceram novas habitações em madeira e posteriormente em tijolo, e o lugar passou a chamar-se Benfique de Almeirim. A chegada dos grandes senhores da região, descendentes dos Condes de Atalaia, a família Lico e outros lavradores abastados, contribuiu de forma determinante para o desenvolvimento económico local.
1836
Integração em Almeirim
A freguesia é integrada no concelho de Almeirim, saindo da jurisdição do concelho de Santarém, onde estivera desde tempos medievais.
1995
Elevação a Vila
O esforço e o espírito de sacrifício da população permitiram que a antiga aldeia evoluísse e fosse oficialmente elevada a Vila
o bairro dos pescadores
Memória do Bairro dos Pescadores
Durante o século XX existiu na margem do Tejo um bairro de pescadores, formado por famílias vindas sobretudo da Praia da Vieira e do Pedrógão. Viviam da pesca do sável e construíam casas de madeira sobre estacas para se protegerem das cheias.
Com o passar dos anos, a pesca deixou de garantir sustento e muitos habitantes mudaram-se para Benfica e Azeitada. Hoje, esse bairro praticamente desapareceu, mas permanece como parte importante da memória coletiva da freguesia.
A agricultura
A agricultura, as cheias e a transformação da economia local
A agricultura sempre foi a principal atividade económica de Benfica do Ribatejo. Durante muito tempo, cerca de 90% da população trabalhava nos campos, mas as cheias frequentes do Tejo tornavam a vida difícil e, por vezes, marcada pela fome.
Benfica do Ribatejo Hoje
Da agricultura ao desenvolvimento moderno
A partir dos anos 1950, a freguesia começou a melhorar as condições de vida. A Charneca foi organizada em fazendas produtivas, onde se cultivavam diversos produtos, destacando-se a vinha. Daí nasceu a Adega Cooperativa de Benfica do Ribatejo, responsável por vinhos de grande qualidade, especialmente o vinho branco e os licorosos, que ainda hoje são motivo de orgulho.
Marco Geodésico
A nossa geografia
